domingo, 25 de outubro de 2009

Arquétipo da solidão

Meus olhos amargam
Meu estômago azeda
Meu coração se perde

A guerra no meu sangue
É refletida em minha pele
E minha alma grita

E o mundo não se banha em águas
De olhos que suplicam o retorno

Provavelmente foram esquecidos
Era o que dizia o poeta louco

Seguiram para a nova jornada
Os heróis já não me salvam mais


Por dimensões vago

Por sorrisos divago

Por estar no vácuo

Suplico ao vazio

Tai ni Sora

O que seria a luz, essa magia?
Qual seria a tríade, a verdade?
Estaria nela o triangulo ou o mundo?
Círculo quadrado... em espiral

Graus, degraus, detalhes, poder
Quais cores representaria?

Vermelho, azul, amarelo, verde
Magenta, não existe!

Não sei, não sabe, não ensine
O elo é bem mais difícil
A força já é nula

Resistir já não existe
Amar é apenas um exercício
Perdoar é um esquecimento

Honra é para raros
Raros esses que se eternizam
Raros esses que nos abraçam

A forma talvez não importe tanto...

sábado, 26 de setembro de 2009

O mundo cai aqui

Tava querendo escrever um poema
Sobre as belezas desse mundo
Sobre os cantos do pássaros
Sobre os beijos de chocolate

Tava pensando num poema
Tão doce quanto seus olhos
Cor de doce de leite, a cor mais bela
A cor da vida, da infância, minha alegria

Tava sonhando com poemas
Tão sincero quanto minha vaidade
Seria essa a cruel verdade?

Eis um poema insano
Cheio de vida e de
Dor?

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Empatia!

Por que o espanto?

Você já sabia!

Somos eternos
É a verdade

Num segundo ou em tres anos
Somos fogo e somos terra

Somos vida, somos alma

E por que não?
Por que chora?

Pobre invalido!

Olá!
Não lembro,
Mas sei quem é!

Voila
C'est la vie

Que bela via!

Esqueça do tempo
Esqueça dos rostos
Confunda os nomes

Lembre dos risos
Sorria...

Serás eterno!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Mães-Terra

Elas conseguiram
Elas criaram
A perfeição

Crianças doces
Para adorar
Para amar

De toques suaves
De risos gostosos
Olhares de ressaca
Olhares sombrios

Crianças doutro mundo
Inocentes, jamais ingenuas
Verdadeiras, em seu mundo

Mantenedoras da dualidade
Guardiãs da santa trindade
Heróis, guerreiros, pacificadores

Sim, elas criaram
A bondade
A felicidade

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Poema azul

Viajei quilometros, voando, planando
Num mar salgado e amargo, infinito
Procurando tempestades, calmarias
Enfrentando piratas alados, selvagens

Toquei os céus e me vi ali, maravilhado
No espaço, na cúpula, preso no todo
Liberto da consciencia, observando
O retrato, pertinente, que espiava

Música para meus ouvidos
Com aqueles beijos molhados
Com sabor de ferrugem

Olhares gentis escondidos
Rosto calmo e adocicado
Língua perdida entre nuvens

domingo, 19 de julho de 2009

Busca

Procurei e não encontrei
Versos para um poema
Nem no amor achei, por que?
Eros me abandonou.
Acordei de madrugada
Sonhei com músicas,
Com palavras, mas nada.
Seria uma fase, só travamento
Distancia dela, meus sentimentos?

Não sei, como saberei?
Como ter inspiração
Uma canção? Um sonho?
Um amor, uma vida, um problema?
Mais um dilema, mas tentarei
Começarei com a procura
Por versos, uma luz
Qualquer coisa.

Começarei com esse problema...