terça-feira, 13 de março de 2012

Sombras nas Torres Cinzas

Ando tendo uns sonhos estranhos, estive em um mundo cinza, não sei se era vila ou castelo, mas havia tantas torres, gigantescas.
Minha mãe ficou tão preocupada quando lhe contei dos monstros que passavam correndo entre elas vindo de todos lugares, monstros maiores, monstros menores, mas todos tinha o estranho dom de hipnotizar quem andava por lá, pois muitos entravam na boca do monstro por pura vontade, alguns porém nem pareciam notar os monstros, corriam desesperados em busca de algo nas torres sem nem olhar para os lados. As pessoas eram frias nesse lugar cinza.
Tentei salvar algumas pessoas do feitiço do monstro, mas só ganhei um empurrão e muitas gargalhadas. Que poder de sedução eles tinham.
Mas a magia do monstro se tornava fraca quando comparada aos inúmeros espelhos mágicos que estavam presente em todos lugares, espelhos que nada refletiam, mas mostravam pessoas aprisionadas nele, alguns mostravam catastrofes, outros fantasias maios fantasticas que meu próprio sonho. Pessoas sonolentas paravam em frente a esses espelhos, hipnotizadas e sonolentas, como os monstros, nem todos pareciam notá-los, que pessoas estranhas.
Meistre Pycelle me alertou hoje sobre esses sonhos, são as sombras, dizia ele, mas que sabe ele de sombras, quando fui eu que vi sombras em espelhos mágicos e pessoas conversando com sombras em outros, enquanto os vivos eram esquecidos entre as altas torres que tudo vigiavam e que ninguém enxergava.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Um certo cavalheiro

Por que tão intensamente?
Me indago a cada segundo

A frieza me cairia muito bem, em tons verdes, roxos e azuis
e eu poderia flutuar tão deliciosamente sobre
esses mortais mal-amados e sofredores
riria deles em minha pureza, nada seria
mais grandioso

Enquanto isso rastejo, choro e sofro
venho e vou três vezes em nome de um pouco de música
e nada ouço além de contos outrora contados
tão doces quanto só um lorde pode ser

E quem se enganaria?
Me indago novamente

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Soft Words for Hard Boners

eles se pegavam
abraça, aperta, agarra.
se beijavam. mordiam. lambiam

Urravam

só não treparam
cada fenda dilacerada

Arfavam

ignoravam
os passos da dança
e todos a volta, inclusive o menino
que olhava a cena, distante
deslumbrado

desejoso de ser um deles, ou os dois
ou entre os dois...

oh, que tesão!

Seu pau arrebentava
sem nada fazer
nem cogitar se podia

Pois tinha vergonha.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Mágoas (do que teria dito sem dizer por estar magoado)

Ainda está aqui e dói
Pois não me foi permitido dizer
Seria medo ou o que, não sei

Só ouvi as ameaças e fingi
Ou ao menos tento esquecer
Nem sei se percebeu

Fugi, agora finjo amar
E não beijo, por quê?
Estranhos, sem gosto
Sofro, por guardar

Ansiedade corrosiva tanto tempo vendo
Fotos que nem para mim são, divagando
No ônibus sobre o que nunca seria
Ou poderia, se talvez, um dia, quem sabe

Eu tivesse dito

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A guerra

Ando uma amargura só
Bato, brigo, replico e implico
Só falta morder

Que Deus tenha pena deles
Eu mesmo nem lembrarei

Rebato e apanho, tudo complica
Mas eu resisto e combato
Até o último suor

É um peso, que toma e suplica
Um vazio que não tem palavras
Gritando ao léu

No paralelo de alegria
Aqui por misericórdia

domingo, 20 de novembro de 2011

grito de guerra

Será mesmo? Homem para você. Não sou?
Mas tentarei, me esforçarei

Pois não me confooormo

Como posso não ser. Sendo eu, Narciso, belo
e tu nem meu espelho és!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Loop

Novas perspectivas
O que meu peito precisa
Suspira e amarga
No loop de cada dia
Horas de guerra e amor

Close enough to start a war

E para onde foi o ar
Sobriedade
Maldita

Nada reina

Por quês
E se
E se...

De volta ao começo

...


É o que meu peito precisa